Resposta de cultivares de arroz-de-sequeiro à calagem

Resumo

A field experiment was laid out in a quartz sandy soil (Quartzipsamment) in Assis, State of São Paulo, Brazil, having cation exchange capacity of 35 mmol c.dm-3 and 9% base saturation. The differential response of the upland rice cultivars IAC 25, IAC 47, IAC 165 and Araguaia to the rates of 0, 2, 4 e 6 t.ha-1 of dolomitic and 2 t.ha-1 of calcitic limestone as additional treatment was evaluated. The limestone was applied in October of 1991 and the evaluations were carried out during the 1992-93 growth period. Twenty days after the plant emergence, the shoots were sampled for nutrient chemical analysis and twenty days later roots were sampled for anatomical studies. Two years after liming the largest base saturation was only 55%. The root structure remained unaltered with the liming treatments; some differences occurred only on the cortex central vascular ratio. The IAC 165 cultivar was the only one that did not respond to the limestone rates and that decreased the cortex/central vascular ratio. The liming decreased the plant manganese contents associated with the temporary soil flooding. There was also a decrease in phosphorus, potassium and zinc contents, but the nitrogen, calcium, magnesium, and iron contents increased. Shoot fresh matter yield was larger with dolomitic than with calcitic limestone for all cultivars, except IAC 47. All the cultivars showed higher magnesium and lower calcium contents in the shoots with dolomitic than with calcitic limestone. Although a positive yield response could not be obtained in the present study, it can be inferred that when upland rice is used in these soils for crop pasture renewals, dolomitic limestone might be recommended to correct acidity and magnesium deficiency in plant. Desenvolveu-se um experimento de campo, em Assis (SP), em areia quartzosa com capacidade de troca de cátions igual a 35 mmol c.dm-3 e 9% de saturação por bases. Estudou-se a resposta dos cultivares de arroz-de-sequeiro (Oryza sativa L.) IAC 25, IAC 47, IAC 165 e Araguaia às doses 0, 2, 4 e 6 t.ha-1 de calcário dolomítico e 2 t.ha-1 de calcítico. O calcário foi aplicado em outubro de 1991 e as avaliações, realizadas no ano agrícola 1992/93. Aos 20 dias da emergência das plantas, amostrou-se a parte aérea para análises de macro- e de micronutrientes e, aos 40 dias, coletaram-se raízes para estudos anatômicos. Dois anos após a calagem, a maior saturação por bases do solo foi apenas de 55%. A estrutura anatômica das raízes permaneceu inalterada com a calagem, ocorrendo as diferenças somente na razão entre as medidas do córtex e do cilindro vascular. O cultivar IAC 165 foi o único a não aumentar a produção de massa verde da parte aérea e a diminuir a relação córtex/cilindro vascular das raízes com as doses de calcário. A calagem reduziu os altos teores de manganês nas plantas, os quais estavam associados ao encharcamento temporário do solo; reduziu, também, os teores de fósforo, potássio e zinco, aumentando os de nitrogênio, cálcio, magnésio e ferro. Verificou--se maior produção de massa verde da parte aérea quando se aplicou calcário dolomítico em comparação ao calcítico, exceto no ‘IAC 47’. Todos os cultivares apresentaram maiores teores de magnésio e menores de cálcio quando tratados com calcário dolomítico em comparação ao calcítico. Concluiu-se que, para cultivo de arroz nessa areia quartzosa, em sistema de renovação de pastagens, deve-se fazer a calagem com calcário dolomítico para correção da acidez e fornecimento do magnésio.


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Assunto

arroz-de-sequeiro, Oryza sativa L., anatomia de raiz, cálcio, magnésio, upland rice, Oryza sativa L., root anatomy, calcium, magnesium

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