Respostas da fotossíntese de três espécies de citros a fatores ambientais

Resumo

Gas exchange responses to irradiance, temperature, air vapor pressure deficit and intercellular CO2 concentration were evaluated in young plants of sweet orange 'Valência', tangor 'Murcote' and acid lime 'Tahiti' plants, under controlled conditions. Maximum rates of CO2 assimilation were around 9.8, 12.8 and 13.0 µmol m-2 s-1 , respectively, for 'Valência', 'Murcote' and 'Tahiti', and these differences were related to stomatal conductance and instantaneous carboxylation efficiency. Light saturation of photosynthesis was around 750 µmol m-2 s-1 for 'Valência', whereas 'Murcote' and 'Tahiti' did not show evident light saturation, exhibiting small increases of CO2 assimilation above 1,000 µmol m-2 s-1 . The CO2 compensation point was 4.8, 5.8 and 5.4 Pa for 'Valência', 'Murcote' and 'Tahiti', respectively, indicating differences in photorespiration of these citrus species. Leaf temperatures between 25ºC and 30ºC were optimum for photosynthesis of 'Valência', whereas this optimum was around 30ºC for 'Murcote' and 'Tahiti'. At temperatures above or below the optimum range, CO2 assimilation was reduced by partial decrease of stomatal conductance and instantaneous carboxylation efficiency. Reduced CO2 assimilation rate was also caused by increasing vapor pressure deficit from 1.5 to 3.5 kPa, and this effect enhanced when temperature increased from 28ºC to 35ºC. Foram avaliadas as respostas das trocas gasosas à irradiância, à temperatura, ao déficit de pressão de vapor e à concentração interna de CO2 em plantas jovens de laranjeira 'Valência', tangor 'Murcote' e lima ácida 'Tahiti', sob condições controladas. As taxas máximas de assimilação de CO2 foram de 9,8, 12,8 e 13,0 µmol m-2 s-1 em 'Valência', 'Murcote' e 'Tahiti', respectivamente. Diferenças na taxa de assimilação de CO2 foram relacionadas com a condutância estomática e com a eficiência instantânea de carboxilação. A saturação da fotossíntese pela luz foi em torno de 750 µmol m-2 s-1 em 'Valência'. Em 'Murcote' e 'Tahiti', não houve um ponto evidente de saturação lumínica, pois houve pequenos aumentos da assimilação de CO2 acima de 1.000 µmol m-2 s-1. Os pontos de compensação de CO2 foram 4,8, 5,8 e 5,4 Pa em 'Valência', 'Murcote' e 'Tahiti', respectivamente. Temperaturas das folhas entre 25ºC e 30ºC corresponderam à faixa ótima para a fotossíntese em 'Valência' e ao redor de 30ºC em 'Murcote' e 'Tahiti'. Quedas das taxas de assimilação de CO2 em temperaturas acima ou abaixo da ideal ocorreram em razão de quedas parciais na condutância estomática e na eficiência instantânea de carboxilação. A taxa de assimilação de CO2 também decresceu com o aumento do déficit de pressão de vapor de 1,5 para 3,5 kPa. Este efeito foi mais acentuado quando a temperatura aumentou de 28ºC para 35ºC.


Descrição

Assunto

Citrus sinensis, Citrus latifolia, Citrus reticulata, déficit da pressão de vapor, temperatura, trocas gasosas, Citrus sinensis, Citrus reticulata, Citrus latifolia, gas exchange, temperature, vapor pressure deficit

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